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Higiene do sono

João de Bourbon     08:00    

Higiene do sono: como a mudança de hábitos me ajudou a dormir melho. Bastou uma mudança de práticas do cotidiano para superar o problema


CONCHITA PUENTE/EL PAÍS

Durante muitos anos desprezei a importância do sono. Para mim, dormir não era mais do que virar a página de um dia para o outro, algo funcional que não exigia maior atenção. Mas, após superar um período muito longo de insônia, tenho consciência de que devemos cuidar do nosso sono, cultivá-lo, honrá-lo como se merece. É algo que se agradece, e muito, no dia seguinte.


Minha relação com o sono sempre foi falha. Passei 20 anos trabalhando como auxiliar clínica no turno da noite. Enquanto a cidade dormia, eu passava as horas diante dos pacientes do hospital em Zaragoza onde trabalhava. Às 8h da manhã chegava em casa e só dormia duas ou três horas porque minha mãe estava me esperando. Ela era a causa para eu ter escolhido o turno da noite: morava na minha casa, com meu marido e meus dois filhos, estava com a saúde debilitada e eu precisava cuidar dela.

Dessa forma, meu plano de vida durante 20 anos consistiu no seguinte: à noite, atendia meus pacientes no hospital. E pela manhã, quase sem transição, cuidava da minha mãe e dos serviços domésticos. Agora que já passou bastante tempo desde aquela época, gostaria de confessar uma coisa: acho que deveria ter pensado um pouco mais em mim mesma. Pode soar egoísta, mas em absoluto não é. Se você quer ajudar melhor os outros, mais vale que esteja descansado.

Pois bem, não podia chamar de insônia as minhas escassas horas de sono, porque a insônia não se refere ao fato de dormir pouco, mas sim à incapacidade de dormir na hora que você quer. A insônia me atingiu há uma década, após a morte da minha mãe. Troquei meu trabalho para o turno da manhã e, depois de tantos anos de cabeça para baixo, nunca consegui me acostumar ao meu novo horário.

A princípio, naquelas noites intermináveis, tentava pensar em coisas agradáveis: o som de uma cachoeira ou as ondas do mar… Mas minha cabeça dava voltas e sempre acabava pensando em coisas piores: as obrigações profissionais, as exigências domésticas, as horas estão passando e eu não durmo, quero dormir agora e não consigo, daqui a pouco está amanhecendo, amanhã vou estar um zumbi… E meu pensamento formava um nó do qual só conseguia escapar durante um curto período a cada noite.

Diante do meu problema, meu médico me oferecia calmantes. E, durante um período, me fizeram bem, porque me permitiram desfrutar de várias noites de sono, o que me parecia um luxo. Mas tenho a impressão de que as pílulas não resolvem o problema, não são mais do que uma solução temporária. Com o passar do tempo, os remédios foram perdendo o efeito, e voltei às minhas noites olhando para o teto.

Os frutos da insônia são bem conhecidos por quem já sofreu com ela. Em primeiro lugar, me sentia mais irritada. Sempre fui uma pessoa tranquila, mas naquela época despejava a minha fúria em coisas pequenas. Além disso, a impossibilidade de cumprir as fases do sono fazia com que eu demorasse mais para me concentrar e lembrar das coisas. E, para completar, em casas decidimos trocar nossa cama de casal por duas camas de solteiro: minha agitação noturna também prejudicava o descanso do meu marido.

Mas, após dez anos de insônia, reconquistamos nossa cama de casal. Ao me aposentar, há um ano e meio, comecei a buscar soluções profundas para o meu problema. Antes tarde do que nunca. Um amigo me falou da Associação Espanhola do Sono, e lá aprendi a reverenciar uma coisa que se chama “higiene do sono”.

A higiene do sono consiste em adotar costumes benéficos para nosso descanso: deitar e levantar sempre na mesma hora, não ficar até muito tarde na frente da televisão ou do celular, jantar com leveza duas horas antes de deitar, reduzir o consumo de cafeína, praticar técnicas de relaxamento como ioga, exercitar a memória… Parece muito complicado? Eu, desde que sigo essas normas, estou desfrutando do sono como nunca antes.

No meu caso em particular, a insônia se devia à minha incapacidade de me adaptar à mudança de turno. Mas agora sei que a causa da insônia é diferente em cada pessoa. Tenho visto isso com meus próprios olhos na Associação, onde há mais pessoas presentes do que poderia imaginar. De fato, quase sempre a insônia vem acompanhada de alguma mudança brusca ou alguma preocupação em nosso dia a dia. Há quem necessite de um tratamento médico ou psicológico específico, mas, a meu respeito, minhas mudanças de hábito foram suficientes. Em todo caso, o importante é tratar a tempo e não dar opção, como digo, para que se torne algo crônico.

Agora, como disse no início, vejo o sono com outros olhos. Espero que você tenha gostado deste artigo e que seja útil caso tenha problemas com o sono. Mas se não gostou também ficarei satisfeita, porque provavelmente tenha sentido sono enquanto lia. Se for assim, aproveite o seu descanso.



Texto redigido por Álvaro Llorca a partir de entrevistas com Conchita Puente e com Ángeles Abad, funcionária da Associação Espanhola do Sono (Asenarco)

Tenista britânico Evans tem exame antidoping positivo para cocaína

João de Bourbon     13:30    
LONDRES - O tenista britânico Dan Evans disse nesta sexta-feira que falhou em um exame antidoping em abril após usar cocaína.

Evans, que alcançou neste ano sua primeira final da ATP em Sydney e jogou pelo Reino Unido na Copa Davis, fez a declaração em uma entrevista coletiva em Londres.

“Este é um dia muito difícil para mim e queria vir aqui pessoalmente e dizer a vocês, cara a cara, que há alguns dias atrás fui notificado que em abril eu testei positivo para cocaína”, disse o tenista de 27 anos, atual número 50 do mundo.

“É realmente importante saber que isto foi usado fora de competição e em um contexto completamente não relacionado ao tênis. Eu cometi um erro e preciso enfrentá-lo. Eu não considero por um segundo que este foi um comportamento aceitável”, acrescentou Evans.

“Desapontei muitas pessoas, minha família, meu treinador, minha equipe, patrocinadores, o tênis britânico e meus fãs e somente posso me desculpar do fundo do meu coração”.

Evans, que deixou o torneio de grama em Queen’s Club nesta semana por conta de lesão, será provisoriamente suspenso a partir de 26 de junho e não poderá jogar em Wimbledon, no mês que vem.

“O sr. Evans foi acusado em 16 de junho por uma Violação à Regra Antidoping”, informou o Programa Antidoping da Federação Internacional de Tênis (TADP) em comunicado.

“O sr. Evans aceitou a descoberta de cocaína em sua amostra coletada em 24 de abril. Como testes positivos para substâncias não especificadas acarretam uma suspensão provisória obrigatória, o sr. Evans será provisoriamente suspenso com efeito a partir de 26 de junho... pendendo determinação do caso”.

© Thomson Reuters 2017

Janot deverá "fatiar" denúncias contra Temer, diz fonte

João de Bourbon     13:00    
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá oferecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais de uma denúncia criminal contra o presidente Michel Temer a partir das delações premiadas de executivos da J&F, controladora da JBS, disse à Reuters uma fonte que acompanha o caso.

A tendência é que Janot apresente até terça-feira uma acusação contra Temer e o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor especial do presidente, por corrupção passiva. Num segundo momento, ele denunciará Temer por outros crimes.

O ministro Edson Fachin, do STF, deu prazo de cinco dias corridos a partir da quinta-feira para que o procurador-geral decida denunciar Temer ou arquivar o caso contra o presidente. Enviou a Janot cópia do inquérito que inclui o relatório parcial feito pela Polícia Federal que aponta haver evidências de crime de corrupção passiva.

Segundo a fonte, o procurador-geral deverá denunciar Temer primeiro por esse crime e, quando receber a conclusão das demais investigações da PF --como o laudo que analisa a gravação da conversa entre Joesley Batista, da JBS, e o presidente-- fazer nova acusação ao STF.

Formalmente, Temer é alvo de inquérito pelos crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa.

Essa decisão de Janot terá impacto para a decisão que a Câmara vai tomar sobre se autoriza o Supremo a julgar a denúncia contra o presidente ou não --conforme prevê a Constituição.

Se for mesmo mais de uma denúncia, os deputados terão de fazer, em plenário, mais de uma votação sobre se permitem ou não que os ministros do STF decidam se recebem a acusação contra o presidente --se aceitá-la, ele vira réu e tem de ser afastado do cargo por até 180 dias, período em que se espera que haverá o julgamento. Se isso não ocorrer nesse período, ele retorna ao cargo.

Para a autorização ser concedida, são necessários os votos de dois terços dos deputados --ao menos 342 dos 513 deputados.

Temer e aliados políticos já têm trabalhado para barrar a autorização para o STF julgá-lo e garantem ter mais de 200 votos contrários à autorização.

© Thomson Reuters 

É improvável que vacina cause abscesso em carne, diz indústria veterinária

João de Bourbon     11:00    
Não é provável que a vacina seja a causa de abscessos encontrados pelo governo dos Estados Unidos na carne brasileira, problema este citado como um dos motivos para a suspensão dos embarques do Brasil aos EUA, disse um alto dirigente de associação da indústria veterinária do país.

A afirmação foi feita após o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, ter afirmado nesta sexta-feira que há indicações de que os abscessos encontrados no produto são uma reação à vacinação do gado contra febre aftosa.

"Para nós fica uma situação bastante difícil, mas não vamos sair da nossa linha. É improvável que seja da vacina, e não entendi por que o ministério se posicionou assim, uma vez que ele controla 100 por cento da vacina", disse o vice-presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Emilio Carlos Salani, ao ser questionado sobre a afirmação da autoridade.

Segundo ele, após o vacina ser produzida, o próprio ministério realiza uma série de testes de esterilidade, inocuidade e potência do medicamento, entre outros.

Questionado sobre o que causaria um abscesso, ele disse que isso poderia ser decorrente de uma agulha rombuda (que perdeu a ponta) ou uma agulha mal esterelizada, mas não o medicamento em si.

"Pode ser que tenha tido algum tipo de problema, dependendo do sistema, da agulha, se ela não está limpa ou adequada, não existe risco zero em tratando de biologia."

Há também uma chance maior desses abscessos serem identificados se a carcaça não for processada adequadamente pelo frigorífico.

Mais cedo, um representante da indústria disse à Reuters que as companhias estão adotando uma prática de fracionar mais a carcaça, em busca de abscessos não aparentes, como medida para garantir o mercado dos EUA.

Ele disse ainda que a posição da indústria veterinária do Brasil, que atua no terceiro maior mercado do mundo para esse tipo de produto, quer debater as causas dos problema e não sair em movimento de "caça às bruxas", para resolver a questão e restabelecer o fluxo do produto aos EUA.

Após 17 anos de negociação, o Brasil conseguiu apenas no segundo semestre do ano passado acesso ao cobiçado mercado norte-americano do produto in natura.

O Brasil, maior exportador global de carne bovina, é o único país considerado livre de aftosa com vacinação que exporta aos EUA.

© Thomson Reuters 

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